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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Maxi Pereira. O anticraque tem pinta de capitão

Maxi Pereira pelo Uruguai



Maxi Pereira, internacional uruguaio, vencedor da Copa América, pouco depois da vitória frente ao Paraguai, no domingo, reuniu a família, meteu-se num avião e não foi por falta de vontade que não chegou a Lisboa, ontem, um dia antes  do jogo de hoje contra o Trabzonspor (o Benfica lança-se na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões). Os atrasos nos aeroportos foram mais fortes, só o devolveram ao Benfica de madrugada, mas mesmo assim Jorge Jesus deixa em aberto a possibilidade de utilizá-lo à noite. O que é que esta história tem a ver com Luisão? Tudo, porque o brasileiro não se importava de estar de férias ou já a caminho de outro clube; e porque tal como Luisão, Maxi Pereira é um dos capitães de equipa e um jogador pronto para assumir a braçadeira. E que em breve até vai renovar contrato.

“É um atleta constante e empenhado, regular, sem problemas no balneário e sem problemas emocionais. E já percebeu que há outros bastante divididos, como é o caso do Luisão”, dizia ontem ao i fonte do Benfica. Uma das curiosidades do jogo de hoje será mesmo perceber qual será o capitão da equipa encarnada no jogo contra os turcos. Poderá Luisão sofrer alguma forma de castigo e ver a responsabilidade entregue a outro jogador? Dificilmente. Aliás, Jorge Jesus disse ontem na conferência de imprensa de antevisão do jogo com o Trabzonspor que tem confiança no brasileiro; elogiou-lhe a competência, mas também é bom lembrar que ao longo da pré-temporada ensaiou o papel de capitão em jogadores como Miguel Vítor (agora lesionado), Aimar ou Javi García (serão titulares). E só não o fez a Maxi Pereira porque o uruguaio estava na Argentina ocupado a ganhar a Copa América.

Na verdade, Maxi, ou o “mono” (teve azar com a alcunha de macaco desde miúdo), não é um jogador qualquer. Pode parecer um anticraque, é o futebolista menos mediático de todos os habituais titulares do Benfica, mas é o sonho de qualquer treinador. “Porque é  honesto, esforça-se por ganhar a sua oportunidade; é bom lembrar que chegou como extremo e depois adaptou-se a lateral sem qualquer problema”, explica quem frequenta o balneário. Jorge Jesus confirma a ideia. “Estamos a contar com ele, vamos falar e veremos se pode jogar.”

Contratado ainda por José Antonio Camacho, em 2007, o uruguaio adaptou-se à posição defensiva, evoluiu com qualidade ao ponto de se fixar igualmente na selecção e hoje não tem concorrência à altura no Benfica (e dificilmente terá dos reforços que chegaram). De resto, só fica de fora quando tem problemas físicos (Ruben Amorim agradece), mas esses também são raros (chegou a ser operado ao joelho mas recuperou em pouco mais de um mês). “É muito equilibrado, cuida-se, alimenta-se bem e descansa”, descrevem.

adeus, amigo Aos 27 anos, rapaz calmo e com três filhos, é difícil encontrá-lo na noite de Lisboa porque prefere passar os serões em família, a ver filmes de acção. Não veste o perfil de craque e não está preocupado com a imagem, ou então aquele sinal que lhe marca a cara já dali teria saído. Se calhar é apenas uma pinta.De capitão. Maxi Pereira está condenado a esse papel também porque é um dos jogadores mais antigos da equipa. À entrada da quinta temporada no Benfica (apenas Luisão tem mais temporadas consecutivas – oito) prepara-se para assinar um novo contrato de quatro temporadas depois das negociações fechadas ainda antes da Copa América. “Ficou tudo definido”, garantem no Benfica. E isto apesar do receio de que o seu empresário, Paco Casal, o desviasse para o mesmo destino de Rodríguez (o outro uruguaio e grande amigo de Maxi que passou no Benfica de Camacho), ou seja, para o FC Porto.

fonte: ionline

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